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JURUNAS- BELÉM-PARÁ -BRASIL.
conheça Paes Loureiro - autor paraense
João de Jesus Paes Loureiro (Abaetetuba, 23 de junho de 1939) é um escritor, poeta e professor universitário brasileiro. Foi professor de estética, história da arte e cultura amazônica na Universidade Federal do Pará (UFPA) de 1978 a 2009. Também foi secretário de educação do Pará de 1987 a 1990.
vamos conhecer o autor:
Seu pai, caboclo amazonense enriquecido no período do apogeu da borracha, costumava contar-lhe lendas amazônicas, que vinham se somar às histórias infantis narradas por sua babá francesa, Elise Platt. Aprendeu a ler em casa, iniciando em seguida o curso primário na escola de dona Hilda Vieira. Por insistência de sua mãe, aprendeu declamação e, aos seis anos, já recitava A lágrima, de Guerra Junqueiro. Aos sete escreveu seu primeiro conto e aos oito anos foi matriculada como interna no Colégio Notre Dame de Sion, educandário de freiras localizado em Petrópolis (RJ), onde permaneceu até os 13 anos. Novamente em Belém, tinha 17 anos quando sua mãe morreu, vitimada pela gripe espanhola, deixando-lhe uma boa biblioteca. Depois de fazer os cursos preparatórios no Colégio Gentil Bittencourt, ingressou na Faculdade de Odontologia da capital paraense. Já então participava do movimento literário do Pará, publicando crônicas e poesias em diversos jornais — entre os quais o Estado do Pará — e revistas como Guajarina e A Semana, da qual foi secretária, em substituição a Pelegrino Júnior. Formou-se em odontologia em apenas um ano e foi a oradora da turma.
Colaboradora da revista Para Todos, dirigida por Álvaro Moreira, a quem conhecera numa viagem ao Rio de Janeiro, então Distrito Federal, lançou em 1929 seu primeiro livro de poemas, Terra verde. No ano seguinte, já separada do marido, transferiu-se para o Rio de Janeiro, ligando-se de imediato a um grupo de escritores e intelectuais, entre os quais Murilo Mendes, Cícero Dias, Manuel Bandeira, Aníbal Machado, Raquel de Queirós e Sérgio Buarque de Holanda. Em 1932 mudou-se para São Paulo, onde passou a desenvolver intensa atividade política como membro da seção paulista do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB). Devido à sua militância, ainda em 1932 esteve por quatro meses na prisão.
Retornando ao Rio de Janeiro, ingressou, em maio de 1935, na União Feminina do Brasil (UFB), movimento político fundado naquele mês tendo como proposta uma luta mais ampla pelos direitos políticos, sociais e trabalhistas da mulher. A UFB era filiada à Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente oposicionista de âmbito nacional organizada sob a hegemonia do PCB, cujo programa defendia o combate ao fascismo, ao imperialismo, ao latifúndio e à exploração.
Esmagada a Revolta Comunista promovida pela ANL em novembro de 1935, Eneida foi presa pela polícia do Distrito Federal sob a acusação de ter mantido contatos — usando o pseudônimo “Nat” — com Paulo Caio Prado, encarregado de informar-se junto ao ministro das Relações Exteriores, José Carlos de Macedo Soares, sobre as diligências policiais para capturar Luís Carlos Prestes, um dos chefes do movimento armado. Durante os interrogatórios, negou tanto o pseudônimo quanto a autoria de uma carta que relatava seu envolvimento político com Caio Prado. Em seu poder foi apreendido um bilhete com sua assinatura, dirigido a Maria Morais Werneck de Castro, dirigente da UFB e também acusada de participação na Revolta Comunista. Detida no pavilhão dos primários do presídio da rua Frei Caneca, no Rio de Janeiro, conviveu na prisão com o escritor Graciliano Ramos, que a ela se referiu em seu livro Memórias do cárcere. Nesse período, no ano de 1936, Eneida escreveu um livro de contos intitulado O quarteirão, com o qual se candidatou ao Prêmio Humberto de Campos.
Presa diversas vezes durante o Estado Novo (1937-1945), passou sérias dificuldades, tendo trabalhado como operária, tradutora e redatora de artigos políticos. Numa de suas prisões, iniciou a elaboração de uma história popular das lutas brasileiras, projeto que, todavia, não levou à frente. Entre 21 e 27 de janeiro de 1945 participou, como delegada de Minas Gerais, do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo, num momento político que marcava o início do desmoronamento da ditadura estado-novista.
Em 1946, já no governo do general Eurico Gaspar Dutra, começou a escrever para o Momento Feminino, do Rio. Três anos depois viajou a Paris, onde, além de estudar literatura, tornou-se colaboradora do Diário Carioca, jornal dirigido por seus amigos Otávio Tirso e Prudente de Morais Neto. Ainda em Paris, travou conhecimento com Jean Cocteau, Paul Eluard, Louis Aragon e Pablo Picasso.
De volta ao Brasil, começou a trabalhar em 1951 no Diário de Notícias, assinando uma coluna de informes literários intitulada “Encontro matinal”. Dois anos depois lançou Sujinho de terra, que lhe valeria em 1957 o prêmio de literatura infantil da Prefeitura do Distrito Federal. Ainda em 1953 deixou o Diário Carioca e, a partir de então, intensificou sua produção literária. Em 1954 lançou os livros Cão da madrugada, de crônicas, com recordações de infância e impressões de Paris, Alguns personagens, reunindo uma novela e cinco reportagens, e em 1957 publicou Aruanda, crônicas e memórias. Em História do carnaval carioca, editado em 1958, revelou sua paixão pelo carnaval, do qual foi grande entusiasta, tendo inclusive criado o baile do Pierrô.
Em meados de 1959 viajou à União Soviética a convite do Sindicato de Escritores daquele país. Visitou também a China Popular e outros países socialistas. Suas impressões de viagem ganharam a forma de livro em Os caminhos da terra, lançado em 1960, e no mesmo ano publicou Guia da mui bem amada cidade. Em 1961 publicou Romancistas também personagens e em 1962 Banho de cheiro, no qual relata episódios de sua prisão em 1935. Molière narrado para crianças e Boa noite professor, ambos livros de contos, datam de 1965.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 27 de abril de 1971.
Teve dois filhos. Um deles, Otávio de Morais, foi jogador de futebol do Botafogo Futebol e Regatas e chegou à seleção brasileira.
FONTES: BRINCHES, V. Dic.; CONG. BRAS. ESCRITORES. I; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (13/3/74); PORTO, E. Insurreição; REIS, A. Bibliografia bras.; ROQUE, C. Grande; SPALDING, V. Construtores.
Ele nasceu no bairro do Jurunas, em Belém do Pará. Filho de Dionísio Cavalcante de Menezes e Balbina Maria da Conceição Menezes.
Foi patrono da cadeira nº 2 do Instituto Cultural do Cariri, com posse em 1967.
Cursou apenas o primário no grupo escolar José Veríssimo. Ainda menino se tornou aprendiz de encadernador, nessa profissão manteve um contato maior com livros, o que colaborou em muito para que seu gosto pela literatura e o desejo pelo saber aumentassem.
Foi funcionário público estadual, servindo, no Tesouro do Estado, na Secretaria de Agricultura, Diretor do Departamento Estadual de Cooperativismo. Fundou em 1923, a revista Belém Nova. Em 30 de maio de 1944 se tornou membro da Academia Paraense de Letras, ocupando a cadeira de Natividade Lima, da qual chegou à presidência.
Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará e à Comissão Paraense de Folclore. Casou-se com a professora Francisca Santos de Menezes, com a qual teve sete filhos.
Poeta e folclorista, foi uma espécie de anunciador do modernismo em Belém. Sua poesia canta a raça negra, a cidade que o tempo levou, as tradições e o amor.
A necessidade de inserir a literatura local paraense no contexto modernista nacional levou Bruno de Menezes a promover vários debates sobre a renovação literária no Pará. Sua inquietação contagiou alguns intelectuais nativos que produziram obras que dialogaram com a corrente modernista brasileira. Nessa esteira, os modernistas paulistas vieram apenas trocar experiências literárias na Amazônia. Interesses pessoais. Em 1923 funda a revista "Belém Nova", que abrigará trabalhos tanto dos modernistas como de antigos companheiros. Seu ideal no Pará o levou, na juventude, a formar com outros companheiros o grupo "Vândalos do Apocalipse" e, mais tarde, o grupo "Peixe Frito", deste último fazendo parte Dalcídio Jurandir e Jacques Flores, entre outros de sua geração. Bruno de Menezes. era membro; ao mesmo tempo, da formal Academia Paraense de Letras e da informalíssima Academia do Peixe Frito, uma mesa em torno da qual os amigos conversavam sobre a vida e comiam peixe frito.
Faleceu aos setenta anos de idade, de infarto no miocárdio. Seu corpo foi velado na sede da Academia Amazonense de Letras, chegando em Belém no dia 3 de julho, no dia 4 de julho foi sepultado no cemitério de Santa Izabel.
Livros de poesia: Crucifixo - 1920; Bailando no Lunar - 1924; Poesia - 1931; Batuque - 1931; Batuque, em braile - 2006; Lua Sonâmbula - 1953; Poema para Fortaleza - 1957; Onze Sonetos - 1960.
Fonte: widipedia.
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