ESCOLA MUNICIPAL PROFº. HONORATO FILGUEIRAS
Diretora: Marizete Nazaré Pantoja
Profº. Me. José Roberto
Disciplina: Arte
Belém, 28 de abril de 2021
Unidade 1 – Capítulo 1
Cinema: fábrica de sonhos
Origem do Cinema
A origem do Cinema está associada à invenção do cinematógrafo, no século
XIX, um aparelho capaz de capturar “imagens-movimento”.
Um dos fenômenos tecnológicos mais impressionantes de nossa história
é a capacidade de captação (ou captura) da “imagem-movimento”, isto é,
da apreensão de imagens dinâmicas da realidade, e não estáticas, como
é o caso da fotografia.
A captura da “imagem-movimento” foi possível a
partir de 1889 com a criação do cinetoscópio por William Dickson,
assistente do cientista e inventor americano Thomas Edison. Esse
invento e os modelos que o sucederam na década seguinte contribuíram
para o desenvolvimento do cinema tal como o compreendemos hoje, ou
seja, a arte cinematográfica.
O cinema, portanto, teve origem no cinetoscópio, que, todavia, não
projetava as imagens em telões. O espectador do cinetoscópio tinha de
observar (durante um tempo-limite de 15 minutos) as imagens no interior
de uma câmara escura por meio de um orifício em que colocava um dos
olhos.
Nesse sentido, a experiência visual proporcionada pelo
cinetoscópio não podia ser feita coletivamente. Edison não chegou a
patentear o invento, o que abriu portas para outros inventores, sobretudo
da Europa, aperfeiçoarem o modelo.
No ano de 1892, o francês Léon Bouly conseguiu, a partir do
cinetoscópio, desenvolver o cinematógrafo, um modelo que conseguia
gravar e projetar a luz das imagens-movimento em tela, em quadros por
segundo.
Contudo, Bouly não possuía dinheiro para registrar a patente
do invento. O cinematógrafo acabou por ser patenteado
pelos irmãos Lumière, que passaram, a partir de 1895, a fazer várias
produções cinematográficas de pequena capacidade e a exibi-las em
sessões especiais para isso.
A primeira exibição de filme feito por Auguste e Louis Lumière ocorreu
em 22 de março de 1895. O filme era intitulado “La Sortie de L'usine
Lumière à Lyon” (A saída da Fábrica Lumière em Lyon) e registrava a
saída dos funcionários do interior da empresa Lumière, na cidade de Lyon, na França.
Foi ainda com os irmãos Lumière que começaram as
primeiras “direções cênicas” para o cinema. O cinematógrafo logo
passou a registrar não apenas cenas do cotidiano, mas também cenas
dramáticas, elaboradas com certo nível de teatralidade, como bem atesta
o sociólogo Edgar Morin na obra “O Cinema, ou O homem imaginário”:
“Mas, por sua própria natureza, e desde o seu
aparecimento, o cinematógrafo era essencialmente
espetáculo: ele exibia suas cenas a espectadores,
para espectadores, e implicava assim a teatralidade
que ele desenvolveria em seguida através da direção,
da mise-en-scène.
De resto, os primeiros filmes do
cinetoscópio já apresentavam lutas de boxe, atrações
de music-hall e pequenas cenas. O próprio
cinematógrafo, desde seu primeiro dia, já mostrava o
homem que regava as plantas sendo regado pela
mangueira. A 'espetacularidade cênica' aparece
assim ao mesmo tempo que o cinematógrafo.”
Mas seria nas três primeiras décadas do século XX que o cinema
afirmar-se-ia enquanto arte. E isso ocorreu sobretudo pela ação de
artistas interessados em teatro, mágica (e ilusionismo) e todo tipo
possível de efeito cênico.
Um dos principais nomes dessa fase do
cinema foi Georges Meliès, que dirigiu “Viagem à Lua”, em 1902,
conseguindo com esse filme efeitos visuais verdadeiramente
impressionantes para a época.
Após os filmes de Meliès, surgiram as produções de D. W. Griffith, nos
Estados Unidos, as do expressionismo e do “Movimento de Câmera”,
na Alemanha, do surrealismo, na Espanha, e o cinema soviético,
sobretudo com nomes como Vertov e Eisenstein.
ESCOLA MUNICIPAL PROFº. HONORATO FILGUEIRAS
Diretora: Marizete Nazaré Pantoja
Profª.: Denise Nogueira
Disciplina: EDUCAÇÃO FÍSICA
Belém, 28 de abril de 2021
EDUCAÇÃO FÍSICA