A bolsa amarela


"A Bolsa Amarela" é a história de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela ) – a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora.
Editora: Casa Lygia Bojunga
Autor: Lygia Bojunga
Ano de Edição: 2007



 A BOLSA  AMARELA- PEÇA TEATRAL


Disponível em<https://www.youtube.com/watch?v=vaakpMuGH3Q> Acesso 22 de maio de 2021.

ÁUDIO LIVRO

Disponível em Canal Ivonete Nink <https://www.youtube.com/watch?v=_ZkGpSxYAqs> Acesso 22 de maio de 2021.

Lygia Bojunga (1932) é uma escritora brasileira de literatura infanto-juvenil. Foi a primeira autora fora do eixo Estados Unidos – Europa a receber o Prêmio Hans Christian Anderson, o mais importante prêmio literário da literatura infanto-juvenil.

Lygia Bojunga nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, no dia 26 de agosto de 1932. Com oito anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.

Em 1951 entrou para a Companhia de Teatro Os Artistas Unidos, que se apresentou em algumas cidades do interior. Nessa época passou a atuar como atriz de rádio e participava de programas de televisão.

Em busca de uma vida integrada à natureza mudou-se para o interior do Estado do Rio de Janeiro. Abandonou os palcos e as outras atividades na televisão. Passou dez anos escrevendo para rádio e televisão.

Junto com o marido fundou a “Toca”, uma escola rural para crianças carentes, que manteve durante cinco anos.

Primeiro livro

Em 1971, Lygia recebeu o prêmio do Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro com sua primeira experiência literária, “Os Colegas”, só publicado em 1972.

A obra é uma fábula que conta a aventura de cinco animais, os cachorros Virinha, Latinha e Flor-de Lis, o coelho Cara de Pau e o urso Voz de Cristal.

Prêmio Hans Christian Andersen

Lygia conquistou o público e em seguida escreveu: Angélica (1975), A Bosla Amarela (1976), A Casa da Madrinha (1978), Corda Bamba (1979) e o Sofá Estampado (1980).

Em 1982, por estes livros, Lygia recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, concedido pela International Board on Book for Young People, filiada à UNESCO.

A premiação é considerada o “Prêmio Nobel” da literatura infantil. Lygia foi a primeira mulher a receber essa premiação fora do eixo Estados Unidos – Europa.

A Casa da Madrinha

A casa da madrinha conta as desventuras de um menino, Alexandre, que vendia coisas nas ruas do Rio de Janeiro. Um dia, ele decide sair em busca da “casa da madrinha”, um lugar em que todos os seus problemas (a fome, por exemplo) poderiam ser resolvidos. Nessa jornada de Alexandre surgem o Pavão, a menina Vera e o Cavalo Ah.

Corda Bamba

A corda bamba, Maria é uma menina criada num circo, filha de equilibristas. Ao perder os pais, a garota vai morar com a avó, que é rica e acha que pode comprar até gente com seu dinheiro. Maria estica uma corda entre a janela de seu quarto e a do apartamento vizinho que fica bem em frente. A obra é uma viagem de autoconhecimento.

A Bolsa Amarela

O livro “A Bolsa Amarela” tornou-se uma das suas obras mais famosas. A obra conta a história da menina chamada Raquel, que esconde dentro de sua bolsa amarela suas três vontades: a de não crescer, a de ser um menino e a de virar escritora.

Além das vontades, Raquel também esconde na bolsa os seus amigos secretos: um galo chamado Afonso, um guarda-chuva e um alfinete de fralda.

Mudança para a Inglaterra

Casada com o inglês, Peter, seu segundo marido, em 1982, Lygia muda-se para a Inglaterra, mas vem constantemente ao Brasil. Em 1988 voltou a atuar nos palcos do Brasil e do exterior.

Em 1996, Lygia publicou “Feito à Mão”, uma confecção alternativa à produção industrial, como indica o título. A obra foi composta manualmente com papel reciclado e fotocopiado.

Em 2002 publicou “Retratos de Carolina” - o primeiro livro publicado em sua própria editora, a Casa Lygia Bojunga.

Em 2004, pelo conjunto de sua obra, Lygia recebe das mãos da princesa Vitória, da Suécia, o prêmio Astrid Lindgren de literatura, criado pelo governo da Suécia. Lygia foi a primeira escritora infanto-juvenil a ganhar o prêmio.

Em 2006, criou a Fundação Cultural Lygia Bojunga com o objetivo de desenvolver ações para popularizar o livro no Brasil.

Outras Obras de Lygia Bojunga

Sua obra já foi publicada em diversos países e é recomendada pela crítica europeia. “Corda Bamba” virou filme na Suécia e “Meu Amigo Pintor” foi adaptada para o teatro.

  • Tchau (1984)
  • Nós Três (1987)
  • Paisagem (1992)
  • Seis Vezes Lucas (1994)
  • O Abraço (1995)
  • A Cama (1999)
  • O Rio e Eu (1999)
  • Retratos de Carolina (2002)
  • Aula de Inglês (2006)
  • Sapato de Salto (2006)
  • Querida (2009)
Disponível em<https://www.ebiografia.com/lygia_bojunga/> Acesso 22 de maio de 2021.

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